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Seleção de participantes na pesquisa qualitativa

Há muita confusão quando a gente fala de seleção de participantes na pesquisa qualitativa. Isso acontece principalmente porque a lógica para a seleção de participantes para obtenção de dados qualitativos é diferente da amostragem, técnicas utilizadas para obtenção de dados na pesquisa quantitativa.


Quer saber mais? Confira o episódio de Pesquisa na Prática no nosso canal no Youtube (clique na imagem)



O objetivo da pesquisa quantitativa é generalizar, estatisticamente, os resultados. Porém, na maioria dos casos, fica inviável coletar dados com toda a população, pois isso levaria muito tempo e necessitaria de recursos financeiros. Assim, na pesquisa quantitativa, utiliza-se uma amostra de pessoas para, a partir de cálculos estatísticos, determinar o quanto aqueles resultados representam o todo da população.


Na pesquisa qualitativa, a lógica é outra! A pesquisa qualitativa tem o objetivo de compreender um fenômeno em profundidade. A intenção não é generalizar estatisticamente os resultados. Por isso, na pesquisa qualitativa, precisamos selecionar participantes que realmente sabem falar sobre o fenômeno que estamos estudando.


Existem três técnicas de seleção de participantes na pesquisa qualitativa (SAUNDERS; TOWNSEND, 2019):


Seleção intencional


Na seleção intencional, o(a) pesquisador(a) tem a intenção de selecionar participantes e, por isso, busca pessoas com um determinado perfil a partir do seu julgamento, com base no problema de pesquisa. Dentro deste guarda-chuva de técnicas de seleção de participantes podemos incluir a seleção teórica, a seleção de casos e a seleção oportunista.


Seleção voluntária


A seleção voluntária acontece de forma contrária a seleção intencional, pois são os participantes que se voluntariam a participar da pesquisa. Esse grupo de técnicas inclui a técnica snowball (bola de neve), quando o(a) pesquisador(a) pede indicação de outras pessoas com aquele mesmo perfil para os participantes que já foram entrevistados, e a técnica de autosseleção, quando os participantes entendem que têm o perfil buscado e entram em contato com o(a) pesquisador(a).


Seleção casual (por conveniência)


Nesta técnica de seleção de participantes, buscamos pessoas com o perfil desejado em lugares onde o acesso a elas é mais fácil. Por exemplo, entramos em contato com uma empresa que tenha funcionários com esse perfil ou vamos em algum lugar onde essas pessoas que estamos buscando costumam frequentar.


Referência:

SAUNDERS, M.; TOWNSEND, K. Choosing participants. In: CASSELL, C; CUNLIFFE, A.; GRANDY, G. The SAGE Handbook ofQualitative Business and Management Research Methods: History and Traditions. Londres: SAGE Publications Ltd, 2019. p. 480-492.

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